Perspectivas para a Profissão e Profissional Farmacêutico: O que não virá?
- Resenha Farmacêutica
- 6 de jan.
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Todos vendem ilusões e criam distrações para que muitos colegas não consigam enxergar claramente o que a profissão não nos dará: um futuro glorioso e vitórias aos montes. Não é pessimismo, é uma realidade que nos cerca e depende muito mais de cada um do que dos nossos representantes e da junção de ambos.O poder que emana de cada representação sucumbi a nossa imaginação do que pode ser feito ou não em prol da coletividade farmacêutica. Um ópio que toma conta e cega tornando as possibilidades de luta quimeras sem chances reais de mudanças. Congelar anuidades num panorama de desemprego e perdas ocupacionais nos diz qual a visão que se tem dos farmacêuticos aos olhos frios: meros boletos a serem compensados nas datas previstas. Nada mais, nada menos. Não houve mudanças de paradigma, só de assentos e de personagens. Voltamos aos contos de Alice. Perdemos a capacidade de luta ou talvez nem a tivemos em algum momento da nossa trajetória profissional. Os grupos e perfis de redes sociais são mais ativos do que a luta real, a realidade em 3D tomou conta da vivência de muitos. Tudo no campo virtual é mais forte e intenso que as lutas corporativas, pessoa a pessoa, cara a cara. Enfraquecemos e não teremos como reverter isso se nos acomodarmos e aceitarmos que haverá um futuro se nem presente temos atualmente. Tudo passa e nossa história já está fadada ao fracasso e perda de protagonismo se ficarmos à beira da mesa esperando as migalhas do poder cair ao chão podendo algumas serem alçadas às nossas bocas. Temos que fazer parte dessa realidade como senhores e senhoras sendo sempre os protagonistas da nossa profissão para que as perspectivas sejam melhores. Deixamos muito a desejar e demos muita munição contra nós mesmos ao não reagirmos. Fomos moldados à subserviência. Agora nos resta juntar os pedaços e fortalecer nossas alianças próprias sem depender de quem só quer os boletos pagos para viverem dos seus jetons que só beneficiam seus projetos próprios pessoais e de poder, nada de nós. Somos meras marionetes sem perspectivas de vitórias, só de jogos com nossos suores e lutas atrás de balcões. Não se iluda com quem usa a lacração e se vitimiza para lhe sugar suas energias. Mulheres e homens, não podemos lutar por cada um o seu pedaço, temos que juntar as perdas, somar os sonhos e perspectivas e alinhar estratégias para fundamentar um futuro próspero, sem divisões e fragmentações. O protagonismo depende de nós e não devemos passar ele a ninguém que só queira as benesses deixando o ônus para cada um de nós. “Quem sabe faz a hora e não espera acontecer… Vem vamos embora…”




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